Família da criança acusa amante do pai
Rio - Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) investigam o desaparecimento da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, de 6 anos. Ela teria sido levada de casa, no bairro Parque Fluminense, em Duque de Caxias, durante a madrugada de ontem, onde mora com os pais, o professor de Educação Física Rony dos Santos de Oliveira, de 30, e a professora primária Andréa de Azeredo, de 25.A mãe contou que ficou com a filha, que dormia num quarto sozinha, até às 3h. Andréa disse que, ao se levantar para ir trabalhar, por volta das 6h, foi até a cozinha no segundo andar da casa. Ela viu a porta destrancada, e a janela do quarto da filha, aberta. Lavínia não estava na cama.
“Achei estranho, mas acreditei que estivesse com o avô. Mas quando subi, vi que não estava. Fiquei desesperada e saí gritando. Procurei por todos lugares até perceber que ela tinha desaparecido. Estou desesperada. A única coisa que eu quero é que minha filha apareça”, afirmou.
L., de 24 anos, que seria amante de Rony, é apontada pela família como a principal suspeita. Ela foi interrogada ontem pelo delegado Robson Costa e negou a acusação.
O pai da menina contou que esteve com L. pouco antes do desaparecimento de Lavínia e que teria brigado com a amante. Durante a discussão, segundo Rony, ela teria ameaçado se matar.
TODOS SUSPEITOS
O delegado disse que ainda não conseguiu apurar a autoria do crime e que, até o momento, todos continuam sendo suspeitos, inclusive a família. “A L. é uma das suspeitas, mas nada do que trouxeram foi comprovado”, afirmou Robson Costa.
Segundo a família, a janela e porta da cozinha não tinham sinal de arrombamento. A mãe contou que a chave da porta, que estava em um sofá durante a noite, foi encontrada na fechadura da porta de manhã.
Investigadores fazem varredura em dois bairros
Durante todo o dia a polícia realizou várias diligências no bairro Parque Fluminense, onde a menina mora, e no bairro Pantanal, onde vive L.. Peritos estiveram na casa da família e colheram impressões digitais na porta e janela do quarto.
Segundo o delegado Robson Costa, a principal preocupação agora é encontrar Lavínia. “Estamos na fase inicial de investigação e continuamos buscando a autoria, mas isso está em segundo plano. Nossa prioridade agora é encontrar a menina”, disse ele.
O delegado acredita ainda que é grande a possibilidade do autor ser alguém conhecido da família. Entre as providências tomadas para apurar quem levou a menina, a polícia buscou imagens em câmeras de lojas e residências da região. Até a noite de ontem, Lavínia não aparecia em nenhuma das filmagens obtidas pelos investigadores.
Hoje, o delegado Robson Costa espera conseguir a quebra do sigilo telefônico de todos os envolvidos. “Vamos saber quem ligou, com quem se comunicou e que horas”, disse.

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