Segundo o porta-voz do governo, a explosão não chegou a danificar o reator
Por volta das 11h desta segunda-feira (horário local), uma nova explosão aconteceu no prédio 3 da usina de Fukishima, no Japão. Segundo o porta-voz do governo, Yukio Edano, a explosão não chegou a danificar o reator.
O governo japonês tentar solucionar as falhas registradas nas usinas de Onagawa, Tokai e Fukushima, após o terremoto seguido por tsunami que atingiu o Japão na sexta-feira.Pouco antes do tremor, a Agência de Segurança Nuclear japonesa afirmou que os níveis de radiação complexo da usina de Fukishima voltaram a ficar acima do permitido. Porém, não divulgou a que níveis a radiação chegou.
Pela manhã, o governo também havia alertado para a possibilidade de uma nova explosão, similiar à que ocorreu no sábado.
O governo deu poucas informações sobre quais procedimentos estavam sendo tomados para tentar impedir a fusão dos reatores de Fukushima. Até agora, sabe-se que estão sendo liberados ar e vapor com radioatividade para reduzir a pressão sobre o reator, e que operadores estão injetando água do mar nos reatores para reduzir a temperatura.
A explosão de sábado em Fukushima 1 teria acontecido por causa da liberação de ar e vapor com radioatividade, sem danificar o reator. Por precaução, milhares de moradores foram retiradas de áreas próximas, embora Edano tenha dito que a radioatividade liberada na atmosfera até agora tenha sido pequena demais para representar ameaça à saúde.
No momento do terremoto, a falta de energia fez com que os reatores perdessem a capacidade de resfriamento. Mesmo após o reator ser desligado, ainda é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do seu núcleo.
Maior tremor da história do Japão
O terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu a costa nordeste do Japão e provocou um tsunami em cidades na região norte. De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior tremor já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial. O número oficial de mortos divulgado na noite deste domingo é de 1.596.
Até hoje, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas.
Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico". O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.


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