População volta a se reunir no Cairo, no 12º dia de protestos contra Mubarak
A população voltou a se reunir, neste sábado, na Praça Tahrir, no Cairo, no 12º dia consecutivo de protestos contra o presidente do Egito, Hosni Mubarak. A manifestação acontece de forma pacífica e ao mesmo tempo em que o ditador, cada vez mais pressionado, se encontra com uma equipe econômica do governo.
O encontro - o primeiro desde a regorma de governo da semana passada - não teve o teor divulgado, mas conta com a presença do primeiro-ministro, do ministro da Fazenda, do Petróleo e o da Indústria, além do presidente do banco central.
Analistas estimam que desde a terça-feira da semana passada, quando os protestos começaram, as perdas diárias da economia egípcia se aproximem de US$ 340 milhões.
Os bancos e o mercado de capitais do país passaram a semana toda fechados, assim como a maioria das fábricas. Centenas de milhares de turistas deixaram o país após o início dos protestos
O vice-presidente Omar Suleiman teria um encontro marcado neste sábado com autoridades para examinar um supostos plano para, com o apoio dos militares, liderar o país no período de transição. A informação é do jornal "New York Times".
Gasoduto explode no Sinai - Um gasoduto da cidade de Arish, na península do Sinai, no Egito, explodiu neste sábado. De acordo com a TV pública egípcia, o incidente foi uma sabotagem. A explosão não deixou vítimas.
Bombeiros foram chamados para tentar apagar as chamas, e o gasoduto foi fechado para impedir o fluxo de gás. A fumaça podia ser vista desde a Faixa de Gaza, a 70 quilômetros do local do acidente.
Desde que tiveram início os protestos políticos contra o regime de Hosni Mubarak, a Península do Sinai foi um dos pontos de instabilidade, com duros enfrentamentos entre os beduínos e a Polícia.
Na sexta-feira, um grupo de beduínos lançou granadas contra um quartel da segurança do Estado na cidade de Arish, enquanto em 29 de janeiro 12 pessoas morreram em um tiroteio com as forças de segurança.
Também na sexta-feira, morreu o repórter egípcio Ahmed Mohammed Mahmoud, de 36 anos. Ele fora “atingido por um atirador” na segunda-feira, quando fotografava da varanda de seu apartamento os confrontos entre manifestantes e forças do governo. Ahmed foi o primeiro jornalista a morrer devido aos protestos do Egito desde o início das manifestações,
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama voltou a pressionar o ditador egípcio n sexta-feira para que atenda ao chamado do povo por uma transição ordenada de poder. Para Obama, o Egito não pode voltar "aos velhos hábitos".
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